Onde os atletas paralímpicos irão se exercitar?

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É bastante comum empresários e donos de academias me perguntarem por que teriam que adaptar a infraestrutura atual para a acessibilidade, se não atendem deficientes. A resposta é bem simples: os fiscais e os órgãos reguladores neste sentido explicam que o local destinado ao público deve permitir acesso e circulação total pelos ambientes, mesmo sem ser especificamente destinado aos cadeirantes e outros portadores de limitações físicas. Não existe área mínima de academia ou tipo de estabelecimento que não esteja sujeito a ser adaptado. Mas se pensarmos por um novo ângulo, uma bela academia preparada para atender esse tipo tão especial de cliente certamente vai atrair um grande número de alunos que hoje estão excluídos pelo simples fato de não conseguirem, muitas vezes, transitar com uma cadeira de rodas dentro de alguns espaços. Atualmente, há mais incentivos para que todos, sem exceção, pratiquem esportes e atividades físicas.  Acessibilidade melhora a qualidade de vida das pessoas. Além disso, em 2016 teremos os Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro. Onde esses atletas irão se exercitar?

Esses são argumentos mais do que suficientes para justificar porque esse assunto deve estar na pauta dos gestores das academias de ginástica, além de ser de extrema relevância. Existe uma norma técnica da ABNT (NBR 9050) que rege itens de acessibilidade e que não trata somente de acessibilidade motora, mas também aborda a acessibilidade para deficientes visuais e auditivos. Promover acessibilidade também passa longe de ser única e exclusivamente uma vaga reservada no estacionamento ou um banheiro maior.

Mesmo pouco difundido, penso que acessibilidade não se trata de um tema que os empreendedores desconhecem, porém, infelizmente, alguns itens básicos de acessibilidade não existem em academias de todos os tipos e portes. Sempre sugiro alternativas pensando nesse público, seja pelo elevador no interior do prédio, ou pela implementação de rampas e acessos facilitados, assim como com sanitários com tamanho correto e dotado de barras de apoio, de maneira que se possa fazer uso livremente de todas as dependências da academia, independente de qualquer restrição ou limitação física do cliente.

Um bom exemplo é a academia EDGE Life Sports, em Santana, São Paulo, projetada para dar acessibilidade aos portadores de necessidades especiais e também para pessoas com limitações temporárias. Este diferencial em um projeto é muito importante, pois não parte de adaptações e sim, de um planejamento para atender qualquer pessoa com limitações físicas. Outro projeto que inclui a acessibilidade é a academia Flex Alphaville, em Goiânia. O cadeirante pode transitar do sub-solo, onde fica a garagem para carros, para o 1º andar, onde concentra-se  a musculação e algumas salas de ginástica. O elevador também o leva até o 2º andar onde mais salas, vestiários e espaço infantil são encontrados. A equipe do escritório promoveu aos portadores de necessidades especiais acesso a todos os espaços desta grande academia. Pense nisso! E bons projetos!

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Sobre a REF&H

Fundada em 20 de setembro de 2002, a revista Empresário Fitness & Health se consolida como uma das mais conceituadas revistas no segmento fitness, levando informação relevante e em linguagem acessível aos gestores de academias e profissionais que queiram se diferenciar no mercado.

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